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Por o teclado não é em ordem alfabética?

sholes-qwerty-patentÉ provável que você mal olhe para o teclado enquanto digita, já que se acostumou com a localização das teclas. Ainda assim, talvez já tenha se perguntado qual a lógica por trás dessa disposição. Não seria mais fácil deixar as letras em ordem alfabética, por exemplo?

Em texto recente, Jimmy Stamp, colaborador do Smithsonian, falou sobre teorias por trás do modelo de teclado mais usado no ocidente – o QWERTY (nomeado a partir das 6 primeiras letras do teclado).

A história começa na década de 1860 nos Estados Unidos, quando o político, jornalista, impressor e inventor Christopher Latham Sholes criou, junto com três colegas, uma das primeiras máquinas de escrever. Inicialmente, o teclado se assemelhava ao de um piano, e as letras estavam dispostas em ordem alfabética. É a partir daqui, segundo Stamp, que a história do QWERTY fica meio “nebulosa”.

“A teoria popular afirma que Sholes teve de replanejar o teclado em resposta a falhas mecânicas nas primeiras máquinas de escrever”, explica. “Se um usuário teclasse rapidamente uma sucessão de letras próximas, a delicada máquina estragaria”. Teoricamente, o modelo seguinte separaria as combinações de letras mais comuns na língua inglesa, como “th” e “he” e “in”. Contudo, há uma falha nessa teoria, já que a combinação “er” (a 4ª mais comum em inglês) está junta no teclado, na primeira linha.

A explosão do QWERTY

“Lá por 1873?, continua Stamp, “a máquina de escrever tinha 43 teclas e um arranjo de letras decididamente contra-intuitivo, que supostamente ajudava a garantir que as máquinas não quebrassem”.

No mesmo ano, Sholes e seus colegas firmaram uma parceria com a empresa Remington, que até então fabricava armas (com o fim da Guerra Civil dos Estados Unidos, a Remington precisava ganhar outros mercados). Anos mais tarde, o sucesso da parceria ficou evidente: nos Estados Unidos, em 1890, havia em uso cerca de 100 mil máquinas de escrever com esse layout de teclado, produzido pela Remington. Três anos mais tarde, ela se juntou a outras empresas do ramo (Caligraph, Yost, Densmore e Smith-Premier) para formar a Union Typewriter Company, que adotou o layout QWERTY.

Uma das explicações pela manutenção desse arranjo de letras, aponta Stamp, estaria no fato de que a Remington, antes de se juntar às outras companhias, oferecia (a um pequeno preço, claro) treinamento para datilógrafos, criando uma dependência maior entre usuários e empresa – algo parecido com o que a Apple faz hoje em dia, dando oficinas em lojas e empresas para ensinar os consumidores a aproveitar melhor seus produtos.

Então, é isso: o sistema provavelmente surgiu para evitar falhas mecânicas e foi adotado como padrão graças a interesses comerciais da Remington?

Talvez não. Em artigo publicado em 2011, pesquisadores da Universidade de Kyoto (Japão) analisaram a evolução dos teclados de máquinas de escrever e concluíram que o modelo surgiu a partir de sugestões e críticas dos profissionais responsáveis por testá-los. Entre essas pessoas, estariam decodificadores/receptores de Código Morse, que precisavam digitar com rapidez.

“A velocidade do receptor deveria ser igual à do emissor (…). Se Sholes realmente organizou o teclado para diminuir a velocidade do operador, este se tornou incapaz de acompanhar o emissor. Não acreditamos que Sholes tivesse uma intenção tão sem sentido durante o desenvolvimento das máquinas de escrever”, explicam os autores.

Seja como for, Sholes continuou criando outros layouts de teclado mesmo depois de ter passado o QWERTY para a Remington – um indício de que mesmo ele não considerava o sistema ideal.

Na década de 1930, foi desenvolvido um grande rival do QWERTY, chamado Dvorak (o nome vem de seu inventor, August Dvorak). Mesmo caindo na preferência de alguns usuários (seu arranjo de letras permitiria que se digitasse mais palavras sem deslocar tanto os dedos em relação à posição “inicial”), já era tarde para tentar tomar o lugar do QWERTY, que hoje continua soberano – mesmo sem a necessidade de digitar devagar para que o equipamento não quebre.

dvorack

Recentemente, um novo layout, chamado KALQ, foi desenvolvido para facilitar a digitação a partir dos polegares (em tablets e smartphones). Será que vai vingar?KALQ Robert Newhouse Womens Jersey

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